sábado, 7 de março de 2015

ILUMINADA!

Compartilho este poema com todas as mulheres, no Dia Internacional da Mulher!

Iluminada!

  
 ( Margarida Lorena Zago)

A você que merece toda atenção e carinho, dedico esta carta de amor...
A você que ama sem limites, aos que com você compartilham vivências.
Doação é sua meta, bondade seu norte, persistência seu rumo, amor sua palavra-chave.
Eu amo sua paciência, persistência, benevolência, e sobremaneira sua forma quase maternal de amar.
Amor em som e tom maior...
Amor sem medidas e sem limites...
Amor que perdoa e a cada perdão, ama com mais intensidade.
Você que é meiga e carinhosa, bondosa, zelosa, organizada.
Mulher de sonhos, luzes e cores, confiante nos amores e até dissabores, mas tudo considera quimeras aprendizagens, no tempo e no espaço, do micro e macro Universo.
Instaura confiança, esperança e aguça sensatez...
Ilumina...
Diante da sombra que às vezes escurece as paisagens da vida, busca refúgio na Luz do Saber.
Seus temores são ávidos, porém nem naufrágios vão conceder, enquanto uma gota de vida lhe resta viver.
Poemas infinitos que lhe sobressaltam, reboam e clamam por momentos talvez...
De prazer e de encanto, de justiça e de pranto, porém no acalanto se espraia altivez.
E aí que ressurge a criatividade e na ginga da vida se lança ao lazer e ao refazer...
Que busca na leitura, na cultura e no tempo, a cada momento, refletir outra vez...
E assim que caminha...

E ao longo da vida, semeando talentos e graça, ao simplesmente viver...



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bolinhas de Gude X Valores!

Bolinhas de Gude x Valores

         Mês de setembro! A natureza emitindo um cenário de harmonia, aromas, flores e cores.
         O passaredo feliz, cantando aos quatro pontos cardeais.
         As laranjeiras exalando o perfume adocicado  de suas flores, convidando os colibris e beija-flores, a lhe colher o néctar.
         O céu de um azul límpido, cristalino e inspirador,  levando todos os seres a inebriarem-se do seu sorriso acolhedor e singular.
         A alegria se instaurando e tomando conta de cada ser do micro e macro universo.
         Dirigindo a atenção para a Escola EB. Pedro Silveira se percebe que todos os atores da educação, manifestam-se alegres, ativos, agitados, com vontade de transgredir a disciplina conteudista, que lhes é incutida, como sendo a ideal. Nota-se nitidamente que a primavera chegou, convidando a sair do ostracismo, no qual, o inverno havia enclausurado a todos, por seus dias e noites de frio cortante.
         Dona Maria, professora de Ciências e Educação Artística, está preocupada com seus alunos da 5ª série, pois, com o advento da primavera, com seus dias ensolarados, também enalteceu a vontade dos alunos a trazerem  suas latinhas de bolinhas de gude, para jogarem na hora do recreio.
         Mas as tais bolinhas de gude, começaram a trazer transtornos, durante as aulas.
         Ora as latas caíam, ora eram bolinhas de gude no chão, ora trocavam    entre si as bolinhas que tinham como pecas ( especiais), ora brigavam porque algum amigo mexia na latinha de bolinhas do vizinho de classe, cadeiras e carteiras eram arrastadas a cada  segundo, para ajuntarem as bolinhas caídas no chão.
         Era uma verdadeira bagunça, impossível de se ministrar aulas.
         A folia era constante, isso não contando com as inúmeras chamadas:
- Professora, olha o Pedro!
-Professora, não fui eu, foi o João!
-Professora, a Larissa tomou minhas bolinhas de gude preferidas!
         As aulas estavam ficando insuportáveis.
         Dona Maria, refletiu muito, e prometeu a si mesma, tomar uma atitude para acalmar o clima e poder ministrar suas aulas.
         Foi para casa e pensou em inúmeras alternativas, para negociar com seus alunos num diálogo aberto com perguntas, ideias, e trocas.
         No dia seguinte, voltou a aquelas salas de aula, com outro olhar e compreensão, para com as polêmicas bolinhas de gude, que não queriam ficar quietas em suas latas.
         Pediu aos alunos que fizessem um grande círculo, para conversarem e resolverem em parceria o assunto incômodo, em sala de aula.
         Dona Maria esclareceu-os sobre o tema a ser tratado, e pediu que cada um pensasse numa solução.
         Aproximadamente uns quinze alunos se pronunciaram, outros preferiram ouvir. Após ouvi-los, dona Maria, socializou sua opinião e junto com os alunos traçou algumas metas e objetivos.
         As metas diziam respeito à disciplina, atenção, aprendizagem e respeito em sala de aula.
         Ficou acordado, de bom grado, de que, todos os que possuíssem latas com bolinhas de gude, guardá-las-iam, durante as aulas, sobre a mesa da professora. Logo que batesse o sinal, para o término das aulas, poderiam recolhê-las e brincar na hora do recreio.
         Dona Maria, felicíssima com a concordância dos alunos, disse-lhes que haveria uma surpresa ao final de uma semana,  de aulas mediadas e assistidas com interesse e aprendizagem.
         Assim sendo, após uma semana de paz e intervenções positivas, os alunos cobraram de dona Maria, a surpresa.
         Esta não deixou por menos. Falou-lhes que na próxima aula de Educação Artística, iriam jogar bolinhas de gude, no pátio da escola, que ficava um pouco retirado das outras salas, evitando assim, o barulho para os outros alunos, que estavam em aulas naqueles momentos.

         E, finalmente chegou o tão esperado dia:
         Mas, antes de saírem para os jogos, dona Maria elencou alguns objetivos no quadro, dos quais os alunos ficaram cientes e compreendendo-os concordaram:
Objetivos traçados:
- Escolher os líderes, para formar as equipes de jogo,
- Respeito mútuo,
- Disciplina,
- Ajuda aos que não sabiam jogar corretamente,
- Saber escolher as equipes de acordo com as necessidades de aprendizagem,
- Saber ganhar e saber perder, sem causar discussão,
- Formar equipes de apoio, para os jogos e respectivamente aos colegas em sala de aula, quando se fizesse necessário, durante os momentos de aprendizagens,
- Saber manter a organização em sala de aula,
- Dizer-se e saber ouvir,
         Todos foram aos jogos, inclusive dona Maria, que participou com a ajuda dos mais entendidos de sua equipe.
         A aprendizagem foi grande e recíproca. Passaram momentos maravilhosos, durante os jogos e após também.
         Ao voltarem para sala de aula, ficou combinado de que na próxima aula fariam o feedback dos momentos vivenciados.
         E, foi riquíssima a rodada de conceitos expressados pelos alunos e professora. O melhor de todos, foi a confiança mútua.
         Para a surpresa de dona Maria, os alunos indisciplinados de antes, estavam orgulhosos e felizes, por poderem ensinar e ajudar os outros alunos, que até então, sabiam-se os mais inteligentes.
         Desde este dia em diante, as aulas foram muito proveitosas e a mediação dos conteúdos, bastante significativa e prazerosa.

         Os valores enalteceram-se, sendo vistos e sentidos de forma  clara e objetiva por todos.
         Que saudades das 5ª séries!
         Quanto conhecimento, ali produzido e compartilhado!



“Quem projeta as suas ações em bases sólidas,
edifica construções de conhecimento, em que se
vivenciam aprendizagens, com valores
significativos e prazerosos.

(Margarida Lorena Zago)